Olhos sem destino certo
Mãos perdidas no espaço do corpo
Palavras nervosamente pensadas
Antes de serem ditas
A noite se faz o palco
De intermináveis encontros
Em que ambas criaturas
Se procuram no de-saber
Do que querer
Às vezes é tudo tão claro
Parecendo um dia de carnaval ensolarado
Em outras, tão rabuscado
Que chego a me perguntar Se eu não estaria sendo errado
Quando a noite acaba
E encantado da encantante
Retorno para minha alcova
Me espanto com o desejo nascido
De querê-la junto comigo
Porém esqueço-me totalmente
Da minha mente fabulosa
Senhora dona de meus devaneios
Que as vezes me tem como inimigo
E cruelmente me beija com o castigo
Castigo de sonhar...
D.A
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