Ela me deixa fazê-laA música é uma estrela
Deitada na minha cama
Ela me chega sem jeito
Quase sem eu perceber
Quando dou conta e vou ver
Ela já entrou no meu peito
No que ela entra, a alma sai
Fica o meu corpo sem vida
Volta depois comovida
E eu nunca solbe onde vai
Meu olho dana a brilhar
Meu dedo corre o papel
E a voz repete o cordel
Que se derrama do olhar
Fico algum tempo perdido
Até me recuperar
Quase sem acreditar
Se tudo teve sentido
A música parte e eu desperto
Pro mundo cruel que aí está
Com medo d'ela não mais voltar
Mas ela está sempre por perto
Nada que existe é mais forte
E eu quero aprender-lhe a medida
De como compõe minha vida
Que é pra eu compôr minha morte
Obs: Poema recitado por Paulo César Pinheiro no Cd "Parceria" feito com João Nogueira. O Título apenas foi colocado para ilustração, pois desconheço o mesmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário