domingo, 23 de dezembro de 2012

Interrogações

Algumas vezes na minha vida deparei-me em situações de autointerrogação para com o divino mediante ações incômodas efetuadas por terceiros. "Senhor porque fizeste o fraco e o forte?" "Senhor porque permites a imposição sobre o subjugado?"
"Senhor porque não exilas a incompreensão?"
"Senhor porque o sofrimento é necessário?"
"Senhor porque os justos são açoitados pela malevolência?"
"Senhor porque a vaidade apaga numa sombra o bem apenas necessário"?
"Senhor porque o cinismo engole como um animal voraz a verdade?"
"Senhor, porque não deixas de lado tua vaidade e te redime na humilde humanidade alvejando tua alma?"

"Filho, a minha justiça... é para ti!"
D.A




quinta-feira, 15 de março de 2012

Madrugada

Madrugada de silêncio
O que desejas que eu lembre?
Respondeu a madrugada:
-Não precisa se esforçar...


Estava aqui tão ressacada,
Mas me fizeste lembrar...
Lembrei-me de um carinhoso que me apareceu, mais sereno do que eu,
Me encanta sem cantar


-Estais tu apaixonada?!
Indagou a madrugada, e eu não soube me explicar
Só sei que quando fecho os olhos
Me vem logo seu sorriso,
Seu olhar,
SUA CANÇÃO
Me vem uma saudade misturada com a vontade de junto ficar...


Ficar te olhando nos olhos
Até me envergonhar
Ficar te olhando nos olhos até você me dar no teu silêncio o beijo mais intenso
Pra gente se apaixonar!



J.Mariana



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Eu Não Existo Sem Você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você


Vinícius de Moraes


Castigo de Sonhar

Um sorriso nervoso
Olhos sem destino certo
Mãos perdidas no espaço do corpo
Palavras nervosamente pensadas
Antes de serem ditas


A noite se faz o palco
De intermináveis encontros
Em que ambas criaturas 
Se procuram no de-saber
Do que querer


Às vezes é tudo tão claro
Parecendo um dia de carnaval ensolarado
Em outras, tão rabuscado 
Que chego a me perguntar 
Se eu não estaria sendo errado


Quando a noite acaba
E encantado da encantante
Retorno para minha alcova
Me espanto com o desejo nascido
De querê-la junto comigo


Porém esqueço-me totalmente
Da minha mente fabulosa
Senhora dona de meus devaneios
Que as vezes me tem como inimigo
E cruelmente me beija com o castigo


Castigo de sonhar...


D.A





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Música

A música me ama
Ela me deixa fazê-la
A música é uma estrela
Deitada na minha cama


Ela me chega sem jeito
Quase sem eu perceber
Quando dou conta e vou ver
Ela já entrou no meu peito


No que ela entra, a alma sai
Fica o meu corpo sem vida
Volta depois comovida
E eu nunca solbe onde vai


Meu olho dana a brilhar
Meu dedo corre o papel
E a voz repete o cordel
Que se derrama do olhar


Fico algum tempo perdido
Até me recuperar
Quase sem acreditar
Se tudo teve sentido


A música parte e eu desperto
Pro mundo cruel que aí está
Com medo d'ela não mais voltar
Mas ela está sempre por perto


Nada que existe é mais forte
E eu quero aprender-lhe a medida
De como compõe minha vida
Que é pra eu compôr minha morte




Obs: Poema recitado por Paulo César Pinheiro no Cd "Parceria" feito com João Nogueira. O Título apenas foi colocado para ilustração, pois desconheço o mesmo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Entre Amigos

‎Tarde, cerveja, amor e poesia,                               
alguns amigos perdidos no meio do dia.
O que virá de fruto dessa euforia?


Pedras, asfalto, relógio de areia.
Tempo de nada pra nada pesar.


E a Imensidão do céu se abriu e chorou
Uma chuva fina de alegria.


E dar-te-ei-me todo a ti, alegria!


Talvez quando o céu abrir 
E refletir os teus olhos ressecados,
Poderemos enchergar nossas alegrias passadas.


Um sorriso ilumina, encanta, acalma, deixa um alento na alma.


Sonhar mesmo acordado é privilégio de quem está a amar,
e pelo simples fato de estar entre amigos, isto não irá mais parar.




Por: Diogenes Albuquerque, Renata Nunes, Leandro Arruda, Nívola Beatriz, Lucas Crasto, Alessandra Nunes, Diogo Santos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Linhas Despertadas

Há tempos que não penso
Há tempos que não escrevo
Há momentos em que desejo
Há momentos que não realizo


Há instantes duradouros
ou outros que ainda não foram
Há aqueles vindouros
Vindos de onde não fomos


Quase tudo eu entendo
Mas muito de tudo não compreendo
Como nesse instante de impulso
Escrevendo palavras em desuso 


Do que aqui escrevo 
Pouco entenderás, creio
Coisas ditas tão soltas
Traduzidas de uma alma tão boba


Mas linhas de gratidão essas são
Pois as lembraças de ti sempre serão
Mágicos momentos em que preciso dizer
Inflado de toda sinceridade que possa ter
Um enorme, obrigado a você!


D.A.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CRENÇA

Eu só penso em você
Depois que eu penso em mim
E eu penso tanto em nós dois
Sei que é de cada um
E acho até comum
Pensar assim de nós dois


Vai que a gente pensa igual
E acho isso normal
O igual da diferença
Cada um, todo ser
Tem sua crença


Eu só penso em você
Depois eu penso em mim
E eu me confundo em nós dois
Sei quando viramos um
E aparece um
Que se mistura em nos dois


Vem não há o que pensar
Melhor achar normal
Viver a diferença
Pensa não, deixa assim,
Que a vida pensa


Tanto por viver, tento não jogar
Pra baixo do tapete essa poeira.
Tonto de você tento não pensar besteira.


Tanto por você, para o nosso bem
Às vezes fica um com e o outro sem
Seja como for somos nós e mais ninguém


O que eu quero de você
E você quer de mim
Nós decidimos depois
Eu só penso em você
E tenho aqui pra mim
Que você pensa em nós dois


Lenine



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

À Pureza de uma Alma

Da escuridão indecifrável
Jazia cicatrizada minh'alma
Que com o voar das dias eternos
Se tornara menos infeliz
Embora mais impenetrável do que outrora


Em minha autoconsolação eu mergulhei
Buscando, talvez, em alguma ilusão
Daquelas que só o coração produz
Tentando disfarçar com pseuda sordidez
A esperança antes perdida 


Mas tal qual um raiar de uma aurora
Que carrega consigo
Além da iluminação divina,
A estrada para um novo início
Ví a tua face invadindo meus dias
E a escutar a tua voz nos meus ouvidos


Pois se antes escondido
De mim mesmo, minha euforia
Tentando maquiar meus olhos desacreditados
Agora posso respirar ares de liberdade
Graças a pureza da tua alegria
A afastar qualquer impossibilidade




D.A.