sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Flor e o Jardineiro

Havia, perambulando pelos jardins das emoções,
Plantando e cultivando por infindáveis tentativas
Com mais sincero e desenfreado afinco,
Motivado por incompreendidos e verdadeiros motivos

Tinha nas mãos a saliência do trabalho
Através dos calos doloridos pelo tempo
Porém já indolores pela exaustão
A completa descrição de sim mesmo


Em meio ao seu vasto jardim incompleto
Flores diversas do chão brotaram
No entanto, apenas pseuda beleza possuíam
E mesmo aos seus cuidados, sempre ao chão jaziam

Contudo, sempre divina e brilhante
Existente nos mais profundos devaneios
Penetrada ao centro do seu casto jardim
Uma reluzente flor brotava com magnifica pureza

Inesplicavelmente ele a ouvia com a alma
Ouvia um canto nunca antes cantado
E nos campos do seu jardim,
antes impesto por falsas canções
Foi inundado por um inconfundível aroma

A mesma brisa que trazia ao seu olfato
O doce afago do aroma sentido
Levava insensantemente aos seus ouvidos
Calmas palavras proferidas de forma inigualável
Trazendo a certeza nunca abandonada
De sua busca pelo verdadeiro cultivar




D.A

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