quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Onde?


Onde estas??
Por qual razão tens fugido de mim?
Já a algum tempo nem me dei conta.
A tua presença não vejo nem mais uma ponta,
Nem uma sombra, enfim.

Mas confesso,
Que tenho andado tão disperso.
Não escondo, 
Sou honesto.
Por isso não diminuo nem um ponto
Da minha culpa nesse aspecto.

E agora que percebo minha falha
Sinto o quão corroído me encontro,
Do estrago dessa tua falta
Um pouco órfão, talvez, desse desencontro.

E agora?
Agora, tenho desejos.
Desejos de tê-la de volta
De mergulhar no teu infinito mar
De te fazer os meus apelos
De emaranhar-me na tua incerteza que me molda
De sentir-me novamente dentro do teu, e meu, lar.

Diga-me, por favor
Onde posso novamente provar 
Da tua inebriante alegria
Que sempre me aquece com seu calor
E convida-me como outrora a bailar
A laçar meus braços em volta de ti
Olhar em teus olhos com fervor
E sussurrar-te:
-Como é bom revê-la minha dama, poesia.

D.A.



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